Em episódio do podcast Inflexão, especialista afirma que profissionais e empresas precisam combinar tecnologia, experiência e curadoria humana para transformar produtividade em resultados.
A inteligência artificial já deixou de ser uma tendência distante para se tornar parte da rotina de empresas, profissionais e gestores. No entanto, a adoção da tecnologia sem conhecimento, pensamento crítico e supervisão humana pode gerar resultados superficiais, decisões equivocadas e uma dependência cada vez maior das ferramentas digitais.
Esse foi um dos principais alertas feitos por Alexandre Weiler durante sua participação no podcast Inflexão, apresentado por Luan Coelli e Andressa Coelli. O episódio teve como tema a inteligência artificial na carreira e nos negócios e discutiu os impactos da tecnologia sobre produtividade, liderança, gestão empresarial e futuro do trabalho.
Diretor de Formação Executiva da ESIC Internacional, Weiler atua na coordenação de programas de MBA, Masters, pós-graduação e formação de executivos. Também trabalha com planejamento estratégico, inovação, transformação digital, tecnologia, carreira e capacitação profissional.
Durante a conversa, o especialista apresentou uma abordagem direta sobre a adoção da inteligência artificial: existem duas formas erradas de utilizar a tecnologia e apenas uma forma considerada adequada.
NEM IGNORAR, NEM TERCEIRIZAR O PENSAMENTO
O primeiro erro, segundo Alexandre Weiler, é simplesmente não utilizar inteligência artificial. Para o especialista, empresas e profissionais que ignoram as novas ferramentas tendem a perder velocidade, produtividade e competitividade diante de quem já incorporou a tecnologia aos processos.
Para ilustrar essa diferença, Weiler comparou o uso da IA aos meios utilizados em uma viagem. Trabalhar sem tecnologia seria como percorrer um longo trajeto a pé. Utilizar sistemas tradicionais, como ERPs e softwares de gestão, equivaleria a viajar de carro. Já a inteligência artificial permitiria realizar o mesmo percurso com a velocidade de um avião.
O segundo erro está no extremo oposto: entregar todas as tarefas à inteligência artificial e aceitar os resultados sem análise.
“Tem três maneiras de usar a IA, duas erradas e só uma certa”, afirmou durante o episódio.
Na avaliação do especialista, copiar e colar textos, estratégias, imagens ou planejamentos produzidos por ferramentas de IA pode enfraquecer o pensamento crítico e limitar o desenvolvimento profissional.
A alternativa correta seria utilizar a tecnologia para ampliar a velocidade, aumentar a precisão, reduzir custos e melhorar a qualidade, mas sempre com curadoria humana.
Para Weiler, todo material produzido pela inteligência artificial deve ser revisado, contextualizado e aprimorado por alguém que compreenda o negócio, o público e o objetivo da tarefa.
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NÃO SUBSTITUI CONHECIMENTO
Durante o episódio, Alexandre também explicou que as plataformas de inteligência artificial generativa não conhecem profundamente uma empresa ou um profissional apenas porque conseguem gerar respostas aparentemente completas.
Essas ferramentas processam informações, identificam padrões e calculam quais palavras ou elementos possuem maior probabilidade de formar uma resposta coerente. Isso não significa, porém, que compreendam completamente o contexto, os objetivos ou as consequências de uma decisão.
Por essa razão, a experiência acumulada por gestores, profissionais e especialistas continua sendo determinante.
Na prática, a IA pode criar um plano de marketing, uma estratégia empresarial, uma campanha ou um relatório. Mas a capacidade de avaliar se aquele material faz sentido, está conectado ao mercado e pode gerar resultado depende de quem utiliza a ferramenta.
“O profissional precisa se tornar um curador”, destacou Weiler.
Segundo ele, pessoas com experiência de mercado não perdem relevância com a expansão da inteligência artificial. Ao contrário, podem se tornar ainda mais importantes justamente por conseguirem avaliar, adaptar e transformar os conteúdos produzidos pela tecnologia.
PRODUTIVIDADE PRECISA GERAR QUALIDADE DE VIDA
Outro ponto abordado foi o potencial da inteligência artificial para reduzir o tempo dedicado a tarefas repetitivas e operacionais.
Conforme a estimativa apresentada por Weiler, um profissional que utiliza bem ferramentas de IA pode economizar inicialmente cerca de duas horas por dia. Com agentes, automações e processos mais estruturados, essa economia poderia chegar a cinco ou seis horas.
O problema, segundo ele, é que muitas pessoas utilizam o tempo recuperado para permanecer ainda mais conectadas a celulares, computadores e redes sociais.
Para o especialista, a produtividade proporcionada pela tecnologia deveria ser direcionada ao desenvolvimento profissional, à saúde física, ao equilíbrio emocional, às relações familiares e à convivência social.
A inteligência artificial, portanto, não deveria apenas permitir que as pessoas produzissem mais. Ela deveria contribuir para uma reorganização da vida pessoal e profissional.
O PROFISSIONAL DO FUTURO SERÁ CURADOR E GESTOR
A conversa também tratou das mudanças esperadas no mercado de trabalho.
Na avaliação de Alexandre Weiler, o conhecimento básico sobre inteligência artificial tende a se tornar um pré-requisito, assim como ocorreu anteriormente com cursos de informática, editores de texto, planilhas e apresentações.
A diferença é que a IA não atua apenas sobre tarefas manuais ou administrativas. Ela também passou a auxiliar atividades intelectuais, como análise, planejamento, comunicação, criação de conteúdo e tomada de decisão.
Nesse cenário, o papel dos profissionais tende a migrar da execução repetitiva para a gestão dos processos e a curadoria dos resultados.
“Cada vez mais nós seremos curadores e gestores”, afirmou.
Isso exige atualização constante, capacidade analítica e conhecimento suficiente para identificar erros, inconsistências e oportunidades de melhoria nas respostas produzidas pelas ferramentas.
IA NO OPERACIONAL, TÁTICO E ESTRATÉGICO
A inteligência artificial também pode ser aplicada em diferentes níveis de uma organização.
No operacional, pode automatizar tarefas, organizar informações e executar atividades repetitivas. No nível tático, pode apoiar gestores, coordenadores e equipes na organização de processos e projetos. No estratégico, pode auxiliar empresários e executivos na análise de dados, construção de cenários e avaliação de decisões.
Um dos exemplos apresentados durante o episódio foi a criação de um conselho empresarial virtual.
Nesse modelo, o gestor configura a inteligência artificial para analisar problemas a partir de diferentes perspectivas inspiradas em referências da administração, marketing e estratégia. A ferramenta passa a funcionar como apoio para debates, questionamentos e avaliação de ideias.
A recomendação, entretanto, permanece a mesma: a decisão final deve ser conduzida por uma pessoa capaz de analisar os dados, compreender o contexto e assumir a responsabilidade pelos resultados.
USO DA IA NA MON MARKETING
Durante o programa, os hosts também compartilharam experiências práticas da MON Marketing com o uso da inteligência artificial.
Andressa Coelli explicou que utiliza a tecnologia como apoio para planejamento estratégico, análise de informações, brainstorming e construção de relatórios para clientes.
Atividades que anteriormente exigiam vários dias de levantamento, organização e interpretação de dados passaram a ser concluídas em períodos menores, sem eliminar a etapa de revisão e aprofundamento humano.
A empresa também utiliza inteligência artificial no desenvolvimento de processos internos e soluções personalizadas para integrar indicadores de marketing e vendas.
Para Luan Coelli, o avanço dessas ferramentas exige que os empresários compreendam minimamente a tecnologia utilizada por suas equipes. Delegar completamente o conhecimento para funcionários, fornecedores ou sistemas pode dificultar a avaliação dos resultados e a tomada de decisão.
SOBRE O EPISÓDIO
O episódio do podcast Inflexão reúne reflexões sobre inteligência artificial, gestão empresarial, carreira, produtividade, automação, pensamento crítico e futuro do trabalho.
O programa é apresentado por Luan Coelli, fundador e CEO da MON Marketing, e Andressa Coelli, cofundadora e COO da agência.
A produção conta com o patrocínio da MON Marketing, da Iluminar Centro Educacional em parceria com a UniFECAF e da Vivacidade Premium RH.
SOBRE ALEXANDRE WEILER
Alexandre Weiler é diretor de Formação Executiva da ESIC Internacional, doutor e mestre em Administração, professor, empresário, mentor e comentarista convidado sobre temas relacionados a negócios, inovação, carreira e transformação digital.
Instagram:
https://www.instagram.com/alexandre.weiler_cwb/
LinkedIn:
https://br.linkedin.com/in/weileralexandre
Currículo Lattes:
http://lattes.cnpq.br/0612180176689243
RIWA Sistemas:
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PATROCINADORES OFICIAIS
MON MARKETING
Agência de marketing estratégico, tecnologia e vendas, responsável por estratégias de posicionamento, geração de demanda, inteligência comercial e crescimento empresarial.
Site:
https://monmarketing.com.br/
Instagram:
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LinkedIn:
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ILUMINAR CENTRO EDUCACIONAL / UNIFECAF
Instituição voltada à graduação, pós-graduação, extensão, educação profissional e desenvolvimento de carreiras.
Site da Iluminar:
https://iluminareducacional.com.br/
Instagram da Iluminar — Polo UniFECAF Pinhais:
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Facebook:
https://www.facebook.com/iluminar.centroeducacional/
VIVACIDADE PREMIUM RH
Empresa especializada em Departamento Pessoal, terceirização de folha de pagamento, recrutamento e seleção, consultoria trabalhista e gestão estratégica de Recursos Humanos.
Site:
https://vivacidaderh.com.br/
Instagram:
https://www.instagram.com/rh_vivacidade/
LinkedIn:
https://br.linkedin.com/company/vivacidade-rh
HOSTS DO PODCAST INFLEXÃO
LUAN COELLI
CEO e fundador da MON Marketing, estrategista comercial, mentor de empresários e host do podcast Inflexão.
Instagram:
https://www.instagram.com/_luancoelli/
LinkedIn:
https://br.linkedin.com/in/luan-coelli-03b55122a
ANDRESSA COELLI
COO e cofundadora da MON Marketing, estrategista de marketing, gestora de operações e co-host do podcast Inflexão.
Instagram:
https://www.instagram.com/andressa_coelli/
LinkedIn:
https://br.linkedin.com/in/andressa-coelli-a03250224

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